quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Bálsamo de canudo
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Artemija, Artemísia, Alfinetes de Nossa Senhora
Esta planta com nome muito particular, designa-se por Tanacetum parthenium e pertence à família Asteraceae. É uma herbácea perene de folhas ovadas a oblongas, penatifendidas a penatipartidas, com capítulos numerosos, brácteas lanceoladas, lígulas brancas e flores do disco amarelas. Possuí um cheiro muito característico.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Cardeais comestíveis
É uma planta da família dos cardeais e do quiabo. Nativa da Índia, actualmente cultiva-se nas zonas tropicais de todo o mundo.
É anual e atinge
Na Europa do Norte chamam-lhe Karkade. Os capítulos são usados em compotas, geleias, molhos, vinhos, gelatinas, bebidas refrescantes, pudins, bolos, chá, tartes, manteigas e gelados.
As folhas jovens consomem-se em saladas e como condimento. As sementes substituem o café. Dos ramos extraviem-se fibras.
Preparação
Primeiro lavam-se os capítulos, e escorrem-se. Depois faz-se um corte à volta do pedúnculo do cálice, para separar as sépalas da cápsula das sementes. Esta, junto com o pedúnculo é removida e descartada. Os cálices estão prontos para serem usados.
Podem ser simplesmente cortados em tiras e juntos a saladas de fruta, cozidos como pratos de acompanhamento ou cozidos com açúcar.
Secagem
A parte útil do capítulo pode secar-se ao Sol, numa estufa de laboratório (onde a temperatura não ultrapasse os 45º C), ou num forno eléctrico mantendo a porta aberta, na temperatura mínima durante
Chá

Por não se tratar da planta do chá, este termo é incorrecto; Deve-se dizer tisana, mas chá é mais usual.
O “chá” deve ser feito fervendo-se um punhado de capítulos durante 5 a 10 minutos, e depois deixando-se descansar outros 5. Serve-se coado. Pode usar-se os capítulos frescos ou secos.
Sumo, ou bebida fria
Trata-se de um ice-tea preparado com capítulos frescos ou secos, como se fosse chá. Também pode preparar-se mais concentrado, para guardar no frigorífico ou no congelador. Conserva-se bem desde que não se acrescente açúcar. Este deve juntar-se apenas na altura de servir.
Doces e compotas
Deve fazer-se como para os outros frutos, tendo em atenção que é um fruto com muita pectina e pouco doce. O ideal é talvez misturá-lo com outro fruto com características inversas.
Recomenda-se juntar água (em pequena quantidade), deixar cozer um pouco até ficar tenro e só então juntar açúcar e cozer durante 15 minutos. Para intensificar o sabor, experimente juntar o sumo de um limão.
Para uma textura mais fina, passa-se pela varinha mágica ou/e por um coador.Flor de corte
Também é usada em arranjos florais como complemento de ramo.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Visconde do Porto da Cruz

Freguesia do Porto da Cruz (fotografia retirada daqui)
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Marroio
Marrubium vulgare L.
Planta pouco comum na Madeira mas que pode ser encontrada em quintais, cultivada, ou no estado espontâneo na Ponta de São Lourenço, no Porto Santo ou nas Desertas. É nativa da Europa.
Identificá-la é fácil recorrendo a imagens e sabendo que se trata de uma planta perene que cresce até cerca de 60cm, lança uns raminhos de secção quadrada com tendência a descansar sobre a terra, esbranquiçados, com um “feltro” branco. Quanto mais ao Sol mais esbranquiçada se torna. As folhas parecem enrugadinhas, espessas, podem crescer até 3cm e dispõem-se ao longo do raminho em frente uma da outra, alternando de posição (a primeira norte-sul, a segunda este-oeste). Lá para Maio, na axila de cada par de folhas aparece um leque de florinhas brancas inseridas num cálice com cerca de dez dentes. Ao secarem, estes dentes tornam-se rijos e agarram-se à roupa ou ao pêlo de quem lhes passar por perto.
Prefere solos pobres, bem drenados e calcários, pelo que, num quintal típico madeirense, pode ser difícil mantê-lo sem “melar”. Também não é fácil a reprodução: as sementes nascem mal e as estacas tardam a enraizar. O melhor método parece ser a mergulhia: cobrir com terra ou turfa dois ou mais raminhos, manter aí a terra húmida e esperar pelas raízes.
Por cá não temos encontrado quem dele se lembre, mas o Visconde do Porto da Cruz em 1951 cita o marroio como tónico, emenagogo, útil em bronquite e em males do fígado.
À semelhança dos que cá se fazem com o funcho, em algumas regiões do nosso país fazem-se rebuçados de marroio, com efeito expectorante.
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