Eriocephalus africanus L.
Também aqui chamado Alecrim da Virgem ou Alecrim de Nossa Senhora, é originário da África do Sul, província do Cabo, onde cresce espontaneamente e onde desde sempre lhe foram reconhecidas propriedades medicinais pelos povos indígenas.
A tradução do nome dado na sua terra natal seria “arbusto da neve do Cabo” (Cape snow bush) devido aos pompons brancos em que se transformam as flores na fase da frutificação.
Não sabemos quando terá chegado à Madeira. Podemos no entanto adivinhar ter vindo pela mão de algum emigrante conhecedor do valor dado na região de origem. Na Madeira parece não formar sementes viáveis, mas multiplica-se facilmente por estaca, pelo que as plantas existentes pela ilha deverão pertencer a um ou a poucos clones.
Cresce cerca de 1m de altura e largura, com folhas cilíndricas, algo suculentas, de
A flor é um pequeno capítulo, com “pétalas” exteriores brancas e flores avermelhadas no interior. Aparecem em grande quantidade em Novembro e a floração prolonga-se por vários meses.
Consultando os trabalhos do Visconde do Porto da Cruz de meados do século passado, ficamos a saber que os madeirenses usavam esta planta para minorar a apoplexia: eram colocadas folhas de alecrim da virgem, arruda, louro, losna, rosmaninho, alecrim e murta sobre as brasas num prato de barro e, logo que começassem a fumegar, o prato era colocado debaixo da roupa de cama do doente que teria de ficar bem abafado, transpirar, e respirar esta mistura.
Ainda segundo o Visconde, raminhos desta planta serviam para perfumar a roupa guardada nas arcas.
O alecrim, de nome científico Rosmarinus officinalis, pertence à família Labiatae. O termo rosmarinus siginifica "orvalho marinho". É um sub-arbusto que pode atingir os 2 m de altura com folhas persistentes, lineares ou lobadas e de margens revolutas. As flores estão dispostas em cachos e possuem uma cor rosada a azulada._resize.jpg)
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Esta planta com nome muito particular, designa-se por Tanacetum parthenium e pertence à família Asteraceae. 






