quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Frankenia laevis

Quem vai ao Porto Santo e aproveita para dar um passeio a pé, que não só de praia vive um homem, não pode deixar de encontrar esta resistente. Trata-se de uma matinha baixa - 20 cm de altura, se tanto - de cor indefinida, nem verde nem castanho, uma florinha rosa aqui e ali. À primeira vista pareceria um Thymus mas a ausência de cheiro e um exame mais atento à flor, descartou tal ideia.
Só regressada, e com a ajuda do livrinho verde (Franquinho e Costa, Madeira Flores, de facto imprescindível para uma identificação visual), pensei tratar-se da Frankenia laevis.




A família Frankeniaceae tem apenas um género: Frankenia, mas muitas espécies. Na Madeira apenas duas, segundo Press (Flora of Madeira): F. pulverulenta e F. laevis.
Caracterizam-se por incrustações ou pontuações de sal nos ramos e nas folhas, a laevis com as folhas mais estreitas, quase lineares e margens revolutas (enroladas para fora).
Aqui ao lado direito nas Floras e Herbários, escolhendo o Herbário Virtual del Mediterrani Occidental pode encontrar esta e outras Frankenias.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

À volta com as Menthas


As primeiras hortelãs que se atravessaram no meu caminho foram a hortelã de leite e a hortelã-pimenta. São fáceis de distinguir à vista desarmada mas ajuda o aroma distinto de cada uma.


Hortelã de leite

A hortelã de leite tem os raminhos vermelhos - mas só se estiver a pleno Sol, porque na estufa permanece totalmente verde; era usada para aromatizar o leite após a fervura, antes de aparecer o Nesquick e o Toddy; tem um cheiro muito agradável.



Hortelã pimenta

A hortelã-pimenta tem folhas verde mais claro, um cheiro muito mais apimentado, as folhas mais bicudinhas no ápice.

Menta

A terceira Mentha que me foi apresentada foi a que o povo chama simplesmente Menta, de folha redonda, sem pêlo, de novo perfeitamente distinguível pelo cheiro, muito diferente do das anteriores.

Na zona Oeste da Ilha e muito usada na medicina popular, há outra hortelã sem pêlo, o Sandros ou Sândolos, com os raminhos vermelho-roxos, folhas também algo cor de vinho mais acentuada nas margens, um cheiro diferente de todas as outras até aqui, agradável mas pouco característico da hortelã.

Sandros ou Sândolos

Na Quinta Pedagógica dos Prazeres (e não só) há uma hortelã lindíssima com muito pêlo, folhas grandes e largas, de veludo, verde acizentadas, aroma suave. Com esta são cinco.

Sem nome popular


A sexta é a famosa hortelã do ribeiro, também felpuda, mas mais discreta, folhinhas verde escuras, um aroma que suponho ninguém aprecia.

Hortelã do Ribeiro

Há ainda o poejo.

Encontram-se plantas totalmente glabras, sem pêlo; outras perfeitamente peludas com o mesmo cheiro. Pensei tratar-se de duas sub-espécies, mas não: de sementes colhidas de uma planta muito peluda nasceram apenas plantas glabras: não sei explicar, mas entre a Fisiologia vegetal e as leis de Mendel...

Passar para os nomes científicos é que não tem sido fácil.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Hypochoeris



Esta amarelinha foi-me aparecendo ao longo de todo o caminho entre o Terreiro da Luta e o Poiso. Voltei a encontrá-la noutros locais: Fajã da Ovelha em Maio, Fajã da Nogueira em Julho. Aparece-nos geralmente a fazer rapell pelas paredes fora. Pareceria um dente de leão não fosse a ramificação do escape floral. Deu luta através das Floras e ainda não tenho a certeza mas parece-me que o mais provável é tratar-se da Hypochoeris radicata.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ciúmes

Esta planta com nome comum muito peculiar, designa-se por Consolida ajacis e pertence à família Ranunculaceae. Encontrei-a por mero acaso, pequenina escondida entre a vegetação, numa berma de estrada, na freguesia da Fajã da Ovelha.

sábado, 12 de julho de 2008

Aizoon canariense

Tão pequenina que mal damos por ela.
Num cantinho de escada na Ponta de São Lourenço, em Março de 2008.
Família Aizoaceaea