segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Astragalus solandri



















Astragalus solandri Lowe
Uma ervinha rara na Madeira onde só existirá nos ilhéus da Ponta de São Lourenço. Relativamente comum no Porto Santo, aqui fotografada na areia da praia.  Desconheço se terá nome comum no Porto Santo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Massaroco


   Planta endémica da ilha da Madeira, Echium candicans L. Fill, da família Scrophulariaceae. Pode ser encontrada em escarpas rochosas da zona montanhosa central da ilha, ou simplesmente ao longo dos caminhos, em altitudes dos 800 aos 1700 m. Este belo exemplar, que pode atingir os 2 m de altura, encontrava-se no concelho de Santana num jardim.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

E passou-se quase um ano...

Por alguns motivos, este ano o nosso blog, andou meio parado...
Estamos de volta...
com singelos apontamentos, fotos, poesias, etc...

Até breve

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cedronella canariensis




Hortelã de burro, Hortelã de cabra ou Mentrasto são os nomes comuns atribuídos pela população madeirense, a esta herbácea endémica dos Açores, Madeira e Canárias.
Na ilha da Madeira é frequente em locais sombrios, acima dos 500 metros de altitude. Este exemplar, encontrei-o na freguesia da Fajã da Ovelha num dia de calor, no ar era perceptível o seu intenso aroma.
Segundo um trabalho etnobotânico realizado numa localidade da costa norte da ilha da Madeira, foi referido o chá da planta para baixar o colesterol.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Entrei na Sombra como Alguém que Via

Entrei na sombra como alguém que via,
Entrei devagar no ritmo de um salmo,
E havia luz,
Era uma luz, como uma árvore quando cresce
E estando em flor, era um dia inteiro.
Entrei com a sombra pela cintura como algo conquistado,
Com o sangue a escorrer-me para os pés.
Mas mesmo, que não sangrasse,
Eu entrava em triunfo, inteiramente vencido.

Entrei para um laço sem saída, porque era um nó aberto
E tinha os pés regados pelo sangue que dá vida,
Tinha umas sandálias de sangue para caminhar livre.
Entrei em morte sucessiva no que vive
Era a luz de uma árvore quando cresce
E se ensombra para não ficar sozinha.

Daniel Faria
Foto de L.R.

sábado, 15 de novembro de 2008

Leituga



Esta planta de nome científico Sonchus ustulatus, pertence à família Asteraceae e é endémica da ilha da Madeira. Pode ser encontrada em locais rochosos e soalheiros da costa sul da ilha. Este lindo exemplar, encontrei-o por acaso, como tantas outras plantas, na freguesia da Fajã da Ovelha - concelho da Calheta.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Euphorbia mellifera Aiton



Esta tem 4 a 5 m de altura. Merecia ir para o Árvores Monumentais de Portugal.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Frankenia laevis

Quem vai ao Porto Santo e aproveita para dar um passeio a pé, que não só de praia vive um homem, não pode deixar de encontrar esta resistente. Trata-se de uma matinha baixa - 20 cm de altura, se tanto - de cor indefinida, nem verde nem castanho, uma florinha rosa aqui e ali. À primeira vista pareceria um Thymus mas a ausência de cheiro e um exame mais atento à flor, descartou tal ideia.
Só regressada, e com a ajuda do livrinho verde (Franquinho e Costa, Madeira Flores, de facto imprescindível para uma identificação visual), pensei tratar-se da Frankenia laevis.




A família Frankeniaceae tem apenas um género: Frankenia, mas muitas espécies. Na Madeira apenas duas, segundo Press (Flora of Madeira): F. pulverulenta e F. laevis.
Caracterizam-se por incrustações ou pontuações de sal nos ramos e nas folhas, a laevis com as folhas mais estreitas, quase lineares e margens revolutas (enroladas para fora).
Aqui ao lado direito nas Floras e Herbários, escolhendo o Herbário Virtual del Mediterrani Occidental pode encontrar esta e outras Frankenias.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

À volta com as Menthas


As primeiras hortelãs que se atravessaram no meu caminho foram a hortelã de leite e a hortelã-pimenta. São fáceis de distinguir à vista desarmada mas ajuda o aroma distinto de cada uma.


Hortelã de leite

A hortelã de leite tem os raminhos vermelhos - mas só se estiver a pleno Sol, porque na estufa permanece totalmente verde; era usada para aromatizar o leite após a fervura, antes de aparecer o Nesquick e o Toddy; tem um cheiro muito agradável.



Hortelã pimenta

A hortelã-pimenta tem folhas verde mais claro, um cheiro muito mais apimentado, as folhas mais bicudinhas no ápice.

Menta

A terceira Mentha que me foi apresentada foi a que o povo chama simplesmente Menta, de folha redonda, sem pêlo, de novo perfeitamente distinguível pelo cheiro, muito diferente do das anteriores.

Na zona Oeste da Ilha e muito usada na medicina popular, há outra hortelã sem pêlo, o Sandros ou Sândolos, com os raminhos vermelho-roxos, folhas também algo cor de vinho mais acentuada nas margens, um cheiro diferente de todas as outras até aqui, agradável mas pouco característico da hortelã.

Sandros ou Sândolos

Na Quinta Pedagógica dos Prazeres (e não só) há uma hortelã lindíssima com muito pêlo, folhas grandes e largas, de veludo, verde acizentadas, aroma suave. Com esta são cinco.

Sem nome popular


A sexta é a famosa hortelã do ribeiro, também felpuda, mas mais discreta, folhinhas verde escuras, um aroma que suponho ninguém aprecia.

Hortelã do Ribeiro

Há ainda o poejo.

Encontram-se plantas totalmente glabras, sem pêlo; outras perfeitamente peludas com o mesmo cheiro. Pensei tratar-se de duas sub-espécies, mas não: de sementes colhidas de uma planta muito peluda nasceram apenas plantas glabras: não sei explicar, mas entre a Fisiologia vegetal e as leis de Mendel...

Passar para os nomes científicos é que não tem sido fácil.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Hypochoeris



Esta amarelinha foi-me aparecendo ao longo de todo o caminho entre o Terreiro da Luta e o Poiso. Voltei a encontrá-la noutros locais: Fajã da Ovelha em Maio, Fajã da Nogueira em Julho. Aparece-nos geralmente a fazer rapell pelas paredes fora. Pareceria um dente de leão não fosse a ramificação do escape floral. Deu luta através das Floras e ainda não tenho a certeza mas parece-me que o mais provável é tratar-se da Hypochoeris radicata.