Neste congresso, Portugal fez-se representar por vários investigadores, entre os quais, Ana Maria Carvalho (Instituto Polit. Bragança - Esc. Sup. Agrária), Amélia Frazão-Moreira (FCSH-UNL), Luís Mendonça de Carvalho (Inst. Politécnico de Bragança), respectivos orientandos: Ana Ester Santos (ISA-UL), entre outros. Assim como, foi apresentado um estudo etnobotânico relativo à ilha da Madeira.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Radar Meteorológico do Porto Santo vai atingir zona de grande diversidade em líquenes
No Espigão, no Porto Santo, há uma enorme diversidade de líquenes. É com muita tristeza que vemos anunciado para ali a construção do novo radar meteorológico
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quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Os citrinos
A família Rutaceae apresenta 160 géneros, nestes estão incluídos os citrinos, primos da arruda (Ruta sp.). O género Citrus sp. é proveniente do sudoeste da Ásia, com cerca de 16 espécies, que nos concedem as laranjas doces (Citrus sinensis) ou amargas (C. aurentium), as tangerinas (C. reticulata), o cidrão (C. medica), as limas (C. aurantifolia) ou limões (C. limon), entre outras. Considerados um dos géneros mais importantes do mundo, os citrinos surgem pela primeira vez, em registos históricos persas em 300 A.c. Na Europa, são introduzidos na Época dos Descobrimentos, sendo posteriormente levados para o "Novo Continente" pelos espanhóis.
O limão é o citrino com maior número de aplicações médicas comprovadas cientificamente. Na ilha da Madeira, o conhecimento popular menciona-o para várias maleitas desde gripe (infusão da casca), a garganta inflamada (rodelas polvilhadas com açúcar e ingeridas), a varíola (esfregar o sumo sobre área afectada), a disenteria (ingestão de sumo com canela em pó, duas colheres de sopa de vinagre e açucar), etc... Para além, de todos estes usos é utilizado na culinária ou ainda associado a tradições / superstições.
De todos citrinos, o limão e a laranja, são os mais utilizo, esta última como fonte diária de vitamina C e o limão, como matéria prima para um sumo refrescante ou para uma infusão nos dias quentes ou frios, respectivamente. Assim sendo, e aproveitando o resquício das férias, após a praia e antes do jantar, faço um sumo, dois limões, duas a três fatias de abacaxi, duas folhas de hortelã, não esquecendo a água... dois cubos de gelo, ideal para refrescar. Recordo-me então, de um velho ditado: "quando a vida te dá limões, faz limonada", seguro no copo e dirijo-me à varanda, levando tranquilamente, um pequeno livro de bolso das edições Asa, que muito prezo e me acompanha: "Histórias de Mulheres"...
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Rutaceae
sábado, 23 de agosto de 2014
Etnobotânica (II)
| Vaccinium padifolium Sm. (Uveira da Serra) |
Mais tarde, por escolhas e quiçá o destino, segui um percurso académico que me facultou as competências necessárias, e que fez germinar a semente à muitos anos latente, para conhecer e estudar as plantas. Neste sentido, e após uma escolha, a ilha da Madeira tornou-se um local de estudo prodigioso, pela sua história, ponto de convergência de culturas e produtos, pelo clima ameno, orografia agreste, diversidade de plantas, por memórias de gente humilde, orgulhosa, trabalhadora, mas principalmente por ser, entranhadamente, a minha terra.
Rica em diversidade de plantas, nesta localidade, encontramos espécies autóctones, endémicas e introduzidas, todas elas sem excepção, fazendo parte do mesmo todo, com características distintas, mas igualmente válidas pois contribuem para ricos e heterogéneos campos, ecológico, alimentar, ornamental, entre outros. Deste total, estima-se que 1/3 das espécies existentes sejam usadas como medicinais e aromáticas, associadas a tradições ou ainda aplicadas na veterinária. Todavia, anseia-se por mais estudos realizados por equipas multidisciplinares de variadas vertentes e perspectivas, que com franqueza e dedicação, certamente complementarão para uma nova visão mais abrangente e fiel, sobre este campo da ciência, a etnobotânica...
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apontamento,
etnobotânica
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Curiosidades Botânicas
Um dos primeiros registos de utilizações de plantas aromáticas e medicinais para a Ilha da Madeira, foi realizado em 1455 por Luigi Cadamosto. Navegante veneziano ao
serviço do Infante D. Henrique, que visitou as ilha da Madeira e Porto Santo e que registou a utilização do dragoeiro - Dracaena draco L. (endemismo macaronésio) pela população do Porto
Santo.
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