sábado, 16 de janeiro de 2016

Novas dissertações (Ciências Biológicas)


Andryala sp.
     Nos dias 13 e 14 de janeiro, foram apresentadas no auditório da reitoria da Universidade da Madeira, Colégio dos Jesuítas, duas novas teses de doutoramento em Ciências Biológicas. A primeira intitulada, “Biosystematics of the genus da Andryala L. (Asteraceae)”, apresentada por Zita Ferreira e a segunda “Evolution of the landscape of Madeira Island, long-term vegetation dynamics” da autoria de Aida Pupo-Correia. Parabéns a ambas!
  Ler mais: http://grupo-de-botanica-da-madeira3.webnode.pt/

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Plantas Aromáticas e Medicinais (Ilha da Madeira)


   "Na ilha da Madeira cerca de ¼ dos taxa têm aplicações aromáticas e medicinais, bem como são usados na veterinária e em superstições/rituais. As famílias mais utilizadas são as Poaceae, Labiatae, Asteraceae, seguindo-se das Rosaceae; por ordem de utilização, encontramos as plantas autóctones, introduzidas, cultivares, e por fim as endémicas. Das plantas introduzidas, a maioria é proveniente da Europa, América Central e do Sul, e Ásia.
    Relativamente às plantas medicinais, verifica-se através de vários estudos realizados na ilha, que a maioria das mesmas era utilizada para uso interno, sendo os principais modos de preparação, o “chá” (termo utilizado para as infusões ou decoções), seguidamente, da “infusão” (macerações alcoólicas) de misturas de uma ou mais plantas em aguardente de borra de vinho ou de cana-de-açúcar, sumos, e ainda ingestão direta de partes de plantas (e.g. fruto). Para uso externo, as plantas eram aplicadas através de cataplasmas, lavagens, aplicação direta do látex, vapores e “fumos” (e.g. queima de folhas). Em geral, as partes mais usadas são as folhas, raminhos e frutos, que quando possível, eram utilizadas em estado fresco.
     As espécies medicinais e aromáticas mais referidas para a ilha são: o Laurus novocanariensis  (loureiro); Rosmarinus officinalis L. (alecrim); Senecio serpens  (bálsamo de canudo); entre outras.
 
Fonte: Ramos, L.; Menezes de Sequeira, M. (2015). Plantas Aromáticas e Medicinais (Ilha da Madeira). Disponível em: http://aprenderamadeira.net/plantas-aromaticas-e-medicinais-na-ilha-da-madeira/

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo!

O blogue Botânica nas Ilhas, vem por este meio desejar-vos, um Excelente Ano de 2016!

sábado, 24 de outubro de 2015

Micromeria thymoides (Sol. ex Lowe) Webb & Berthel. subsp. cacuminicolae (P. Pérez) Rivas Mart., ou Micromeria thymoides (Sol. ex Lowe) Webb & Berthelsubsp. thymoides

   Caminhando na costa norte da ilha do Porto Santo, encontrámos um pequeno arbusto, de uns 40 cm de altura e um pouco mais de diâmetro; as folhas pareciam carnudas e por vezes dispostas em cruz, nascendo o par seguinte fazendo 90 graus com o par anterior. As florzinhas rosadas não deixaram dúvidas... só podia ser uma Labiada.
   Consultando a listagem, logo nos apareceu os candidatos mais prováveis: uma das subespécies da Micromeria thymoides. E segundo a listagem, a que existe no Porto santo é a cacuminicolae.
Só que este termo, de tão estranho, merecia tentar saber-se o que significava e quem a baptizou assim.
No Dicionário Font Quer ficamos a saber que cacuminicolae quer dizer habitante dos cumes.
O passo seguinte foi procurar na Press, o que aumentou a confusão.
A Flora da Madeira (Press) considera duas variedades (thymoides e cacuminicolae) de uma subespecie thymoides da espécie Satureja varia. A variedade thymoides seria a mais comum, com maior porte e vivendo feliz em três das ilhas do arquipélago Madeira, Porto Santo e Desertas. O termo cacuminicolae seria reservado para a variedade restrita às montanhas centrais e com crescimento junto ao chão, muito menos comum.

Em que ficamos: encontrei no Porto Santo a cacuminicolae ou a thymoides?

Por outro lado lembrava-me de uma outra labiada que já tínhamos encontrado na Ponta de São Lourenço, na levada do risco, e nas rochas do Garajau... com um porte diferente, apenas uns fiozinhos encostados à rocha. Para tira teimas, Roberto Jardim, 2000, considera também a variedade thymoides como sendo a mais comum e presente na Madeira, no Porto Santo e nas Desertas. Sendo assim, considero ter havido um erro de impressão na listagem e sigo em frente.


Quanto à questão do género, consultando a flora Ibérica, dois caracteres, o tamanho relativo do tubo do cálice e a forma das folhas, convencem-nos da boa classificação em Micromeria:

O tubo do cálice é bem mais comprido que os dentes, carácter que, entre outros, distingue as Micromerias dos Thymus
Das Saturejas distingue-se, também, por ter as folhas planas ou revolutas, mas não conduplicadas.

As folhas parecem roliças, mas com mais atenção podemos ver que são revolutas, isto é com as margens enroladas para baixo. Outro dado interessante, esta planta encontrava-se junto a outras espécies que assumiam uma forma semelhante: PlantagoFrankenia...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Outuno

E visto que, chegou o Outuno...

"Word of Autumn"

The colder wind today, brought word of change.
With Autumn on its way soft blossoms shrink.
Berries dropp their plump hued heads in phases,
And shorter days pull Autumn to its brink.

The sun sheds less it brigntness in full streams.
Pine tress sigh, branching closer to the ground.
Early morning grass recalls frosty dreams. 
Autumn hunkers closer with autumn sounds.

Ligth health´s cosy warmth, pull covers higher.
One of Autumn´s blessings is a blazing fire.

Fay Slimm
Fonte

Novas espécies

    Mais duas espécies descobertas e descritas para o arquipélago da Madeira.
Viola sequeirae J. Capelo, R. Jardim, J.C. Costa, Lousã & Rivas Mart, uma espécie endémica, e Rubia occidens J. Capelo, M. Seq. & H. Schaef. referente a populações existentes nos arquipélagos das Canárias, Madeira e em alguns locais do sul da Península ibérica; separada de Rubia agostinhoi  Dans. & P. Silva existente apenas no arquipélago dos Açores.

Fig. 1 - Rubia occidens e Viola sequeirae

sábado, 8 de agosto de 2015

Massarocos

     Um passeio de domingo, e um olhar mais atento consegue facilmente identificar entre a vegetação, as três espécies da família Boraginaceae existentes na ilha da Madeira,  Echium candicans L.f. (End. Mad.), Echium nervosum Dryand (End. Mad., P.S. e D.) (massaroco) e Echium plantagineum L. (nativa). Existe ainda, uma quarta, Echium portosanctensis J.A.Carvalho, Pontes, Batista-Marques, R. Jardim, mas cresce apenas na ilha vizinha, Porto Santo, o que implica um passeio mais demorado... de barco ou avião...
    Desde o século XVIII são descritas espécies para o género Echium, em 1782 C. Lineu descreve a primeira espécie endémica para a ilha, E. candicans, e mais recentemente em 2010 por J. A. Carvalho, T. Pontes, M. I. Batista-Marques & R. Jardim é descoberta E. portosanctensis, que possivelmente, não será a última...


E. portosanctensis

E. nervosum
E. plantagineum

E. candicans


domingo, 14 de junho de 2015

Nuvens baixas no Curral


Aconteceu que o último passeio domingueiro, neste caso no feriado de 10 de junho, foi ao Curral das Freiras. E que belíssima broa de castanha na padaria local. Mas os campos repletos de flores branquinhas, foram de facto a surpresa.



Para uma aprendiz de botânica, logo se pôs a questão de identificar tal beleza em nuvem baixa: uma apiácia completamente desconhecida. Mas tão frequente, haveria de ser possível identificar. Um redopio pelo Flora-on (preciosa ajuda)... O Coutinho (Flora de Portugal, 1939) só me levou ao género. E chego a uma conclusão: Torilis arvense, com muitas dúvidas, que esta matéria, como muitas outras, não se compadece da falta de um guru. Também faltaram os frutos maduros, mas se calhar já não era tão grande a surpresa branca.

Torilis arvensis.

Torilis arvensis, fruto não maduro.



terça-feira, 2 de junho de 2015

Cabeleira de Coquinho


Lotus loweanus Webb & Berthel.





Uma endémica exclusiva do Porto Santo.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Poesia

Cerejeira em flor (Prunus sp.)
Espelho

E eis que do tronco
rompem-se os brotos:
um verde mais novo da relva
que o coração acalma:
o tronco parecia já morto,
vergado no barranco.

E tudo me sabe a milagre;
e eu sou aquela água de nuvens
que hoje reflecte nas poças
mais azul seu pedaço de céu,
aquele verde que se racha da casca
e que tampouco ontem à noite existia.

Salvatore Quasimodo
Fonte

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Jasmim

                 J. azoricum
  Nas caminhadas, cada vez mais raras, para além das cores intensas, do frio da manhã, invade-nos um agradável cheiro  a jasmim, que por breves instantes faz-nos esquecer de tudo o resto... 
Segundo Press & Short (1994), na ilha da Madeira existem três espécies de jasmim [Jasminum grandiflorum, Jasminum azoricum L. (end. Mad.) e Jasminum odoratissimum L. (end. Mac.)] todos pertecentes à família Oleraceae, ou seja parentes da oliveira - Olea madeirensis (Lowe) Rivas Mart. & del Arco, (end. Mad.). Todavia, o inicial  J. azoricum (jasmim branco) imaginado revela-se sob um olhar mais atento, um jasmim de estrela, Trachelospermum jasminoides (Lindl.) Lem. igualmente bonito, mas originário da Ásia e de uma família botânica completamente diferente, Apocynaceae...
T.  jasminoides
   Entre dezenas de espécies existentes para este género, torna-se necessário uma boa chave dicotómica, persistência e uma boa dose de paciência,  para que nos ajudar a distingui-las...
J. odoratissimum 
    
Ref.: Press J.R., Short M.J., 1994. Flora of Madeira. The Natural History Museum, 574 pp. 
End. Mad. - endemismo da ilha da Madeira; End. Mac. - endemismo da Macaronésia

sábado, 18 de abril de 2015

Girassol mexicano 


Tithonia diversifolia


A invadir "silenciosamente" as zonas baixas da Madeira. Vimo-la pela primeira vez nos jardins da Universidade da Madeira. Depois, escapada de cultura nas zonas limítrofes. Pode agora ser encontrado em Santa Cruz, no Garajau... 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Geranium maderense Yeo




Não é todos os dias que nos floresce uma endémica no quintal.
Algumas flores parecem ser só femininas. 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pelo caminho...

Nas caminhadas matinais ou em passeios ao fim do dia, acabamos por encontrar diversas plantas. Neste sentido, e esperando dar um novo sopro de ar fresco, a este recanto um tanto esquecido, colocaremos uma vez por mês, fotos de espécies botânicas existentes na ilha da Madeira...

Ipomoea ochraceae (Lindl.) G. Don

  Nativa da África, esta pequena corriola de flores amarelas da família Convolvulaceae está naturalizada na ilha da Madeira, tendo sido introduzida com intuitos ornamentais. Podemos encontra-la em terrenos incultos ou em zonas rochosas sobranceiras da cidade do Funchal.   

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Congresso Internacional de Etnobotânica 2014



  Neste congresso, Portugal fez-se representar por vários investigadores, entre os quais, Ana Maria Carvalho (Instituto Polit. Bragança - Esc. Sup. Agrária), Amélia Frazão-Moreira (FCSH-UNL), Luís Mendonça de Carvalho (Inst. Politécnico de Bragança), respectivos orientandos: Ana Ester Santos (ISA-UL), entre outros. Assim como, foi apresentado um estudo etnobotânico relativo à ilha da Madeira.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Radar Meteorológico do Porto Santo vai atingir zona de grande diversidade em líquenes



No Espigão, no Porto Santo, há uma enorme diversidade de líquenes. É com muita tristeza que vemos anunciado para ali a construção do novo radar meteorológico





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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Os citrinos

    A família Rutaceae apresenta 160 géneros, nestes estão incluídos os citrinos, primos da arruda (Ruta sp.). O género Citrus sp. é proveniente do sudoeste da Ásia, com  cerca de 16 espécies, que nos concedem as laranjas doces (Citrus sinensis) ou amargas (C. aurentium), as tangerinas (C. reticulata), o cidrão (C. medica), as limas (C. aurantifolia) ou limões (C. limon), entre outras. Considerados um dos géneros mais importantes do mundo, os citrinos surgem pela primeira vez, em registos históricos persas em 300 A.c. Na Europa, são introduzidos na Época dos Descobrimentos, sendo posteriormente levados para o "Novo Continente" pelos espanhóis. 
    O limão é o citrino com maior número de aplicações médicas comprovadas cientificamente. Na ilha da Madeira, o conhecimento popular menciona-o para várias maleitas desde gripe (infusão da casca), a garganta inflamada (rodelas polvilhadas com açúcar e ingeridas), a varíola (esfregar o sumo sobre área afectada), a disenteria (ingestão de sumo com canela em pó, duas colheres de sopa de vinagre e açucar), etc... Para além, de todos estes  usos é utilizado na culinária ou ainda associado a tradições / superstições. 
   De todos citrinos, o limão e a laranja, são os mais utilizo, esta última como fonte diária de vitamina C e o limão, como matéria prima para um sumo refrescante ou para uma infusão nos dias quentes ou frios, respectivamente. Assim sendo, e aproveitando o resquício das férias, após a praia e antes do jantar, faço um sumo, dois limões, duas a três fatias de abacaxi, duas folhas de hortelã, não esquecendo a água... dois cubos de gelo, ideal para refrescar. Recordo-me então, de um velho ditado: "quando a vida te dá limões, faz limonada", seguro no copo e dirijo-me à varanda, levando tranquilamente, um pequeno livro de bolso das edições Asa, que muito prezo e me acompanha: "Histórias de Mulheres"...

sábado, 23 de agosto de 2014

Etnobotânica (II)

Vaccinium padifolium Sm.
 (Uveira da Serra)
   Desde muito cedo através das muitas histórias contadas pelo meu avô, sábio conhecedor das utilizações tradicionais das plantas medicinais, desenvolvi um fascínio e curiosidade sobre as aplicações e mistérios envolventes às plantas. Através das suas memórias e do meu pai, conheci as minhas raízes, o meu tetravó, "Curandeiro do Norte", que utilizando o conhecimento empírico adquirido de gerações anteriores, ajudava e curava as maleitas de familiares e vizinhos. 
  Mais tarde, por escolhas e quiçá o destino, segui um percurso académico que me facultou as competências necessárias, e que fez germinar a semente à muitos anos latente, para conhecer e estudar as plantas. Neste sentido, e após uma escolha, a ilha da Madeira tornou-se um local de estudo prodigioso, pela sua história, ponto de convergência de culturas e produtos, pelo clima ameno, orografia agreste, diversidade de plantas, por memórias de gente humilde, orgulhosa, trabalhadora, mas principalmente por ser, entranhadamente, a minha terra.
  Rica em diversidade de plantas, nesta localidade, encontramos espécies autóctones, endémicas e introduzidas, todas elas sem excepção, fazendo parte do mesmo todo, com características  distintas, mas igualmente válidas pois contribuem para ricos e heterogéneos campos, ecológico, alimentar, ornamental, entre outros. Deste total, estima-se que 1/3 das espécies existentes sejam usadas como medicinais e aromáticas, associadas a tradições ou ainda aplicadas na veterinária. Todavia, anseia-se por mais estudos realizados por equipas multidisciplinares de variadas vertentes e perspectivas, que com franqueza e dedicação, certamente complementarão para uma nova visão mais abrangente e fiel, sobre este campo da ciência, a etnobotânica...

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Curiosidades Botânicas

     Um dos primeiros registos de utilizações de plantas aromáticas e medicinais para a Ilha da Madeira, foi realizado em 1455 por Luigi Cadamosto. Navegante veneziano ao serviço do Infante D. Henrique, que visitou as ilha da Madeira e Porto Santo e que registou a utilização do dragoeiro - Dracaena draco L. (endemismo macaronésio) pela população do Porto Santo. 


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Santos Populares

Malfurada da rocha -
Hypericum perfuratum
  No mês de junho ou no mês dos Santos Populares, são comemorados com mais fervor, o Santo António, São João e o São Pedro, dias repletos de tradições e superstições muito curiosas, muitas das quais associadas a plantas.
  Na ilha da Madeira, as plantas recolhidas no dia de São João, antes do amanhecer são consideradas benzidas, segundo a sabedoria popular: “todas as plantas são bentas na manhã de S. João, só a malfurada da rocha, pelos seus pecados, não.”
  Assim, na véspera  deste dia são apanhados e colocados nas janelas e portas para apanhar o "sereno", os ramos de murta (Myrtus communis), alecrim (Rosmarinus officinalis), loureiro (Laurus novocanariensis), oliveira (Olea madeirensis) ou buxo (Buxus sempervirens), sendo que estes ficam "bentos", e a casa fica protegida. Nas zonas rurais eram colocados ainda, ramos nos palheiros, chiqueiros e/ou galinheiros para que nada de "mau" entrasse e os animais ficassem protegidos. As fontes, também não escapavam a esta tradição, pois tal como hoje, eram enfeitadas com flores, ramos de "louro bento" (L. novocanariensis), canas vieiras (Arundo donax), buxo (B. sempervirens), entre outros, para que a fonte/água ficasse benzida.
  Neste dia, a gastronomia também é típica, o madeirense delicia-se com o atum de escabeche (mistura com azeite, vinagre, cebola, alho e pimentão), as semilhas (Solanum tuberosum), o feijão fresco e as maçarocas cozidas, acompanhado por um cálice de vinho caseiro. E se seguir a tradição, termina o dia com o mergulho no mar sob as estrelas... pois segundo sabedoria popular, limpa a alma e protege-nos de todos os males...até ao ano seguinte. Na dúvida..., mergulhamos e aproveitamos breves momentos de calma, puro relaxamento após um dia de labuta, entre a temperatura amena das águas, a frescura da brisa e o som das ondas.
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