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domingo, 12 de junho de 2016

Nova subespécie de Andryala crithmifolia

   Andryala sp. é um género mediterrânico macaronésio abordado na tese de doutoramento: Biosystematics of the Genus Andryala L. (Asteraceae) realizado por Maria Zita Ferreira e apresentado na Universidade da Madeira em 2015. Utilizando dados morfológicos, através de uma revisão bibliográfica, e análises moleculares, a autora estudou a relação existente entre os diferentes taxa (dezassete), dos quais cinco eram macaronésios  (A. glandulosa, A. sparsiflora, A. crithmifolia Aiton, A. pinnatifida, and A. perezii), quatro endémicos do norte de África (A. mogadorensis, A. maroccana, A. chevallieri, and A. nigricans), e uma espécie endémica da Roménia (A. laevitomentosa). 
   Deste estudo surgiu ainda, uma nova subespécie acima mencionada, novo endemismo para a ilha da Madeira (Portugal), descoberto numa pequena população isolada  na encosta do Cabo Girão, Andryala crithmifolia subsp. coronopifolia (Lowe) M. Z. Ferreira, R. Jardim, A. Fernandez, M. Sequeira.

Ferreira, Maria Zita. 2015. Biosystematics of the Genus Andryala L. (Asteraceae). Dissertação para Grau de Doutor em Ciência Biológicas. Universidade da Madeira, Funchal.
Ferreira, M.Z., Jardim, R., Fernandez, A., Sequeira, M. 2014. On the recognition of a new subspecie of  Andryala crithmifolia Aiton (Asteraceae) from Madeira Island (Portugal), Silva Lusitana, 22, 15pp.

sábado, 18 de abril de 2015

Girassol mexicano 


Tithonia diversifolia


A invadir "silenciosamente" as zonas baixas da Madeira. Vimo-la pela primeira vez nos jardins da Universidade da Madeira. Depois, escapada de cultura nas zonas limítrofes. Pode agora ser encontrado em Santa Cruz, no Garajau... 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Feiteirinha

Esta herbácea da família das Asteraceae e de seu nome, Achillea millefolium L. é nativa da Europa e da Ásia. Hoje encontra-se naturalizada na América do Norte, Nova Zelândia e Austrália.
As suas folhas, apesar do sabor forte e acre são adicionadas às saladas e sopas, sendo ainda usadas para temperar bifes, bem como para substituir a canela e a noz-moscada. Na medicina tradicional é usada para perda de apetite e indigestão.
Na ilha da Madeira, segundo o Eng. Rui Manuel S. Vieira, esta planta foi introduzida à 40-50 anos, e tem inúmeros nomes comuns, feiteirinha, macelão, milefólio, sendo proveniente da Inglaterra para fins medicinais e ornamentais. Hoje, é ainda cultivada, encontrando-se naturalizada em alguns locais da ilha sobretudo em altitudes entre os 400 a 1000 mts. Na mesma ilha, segundo alguns trabalhos etnobotânicos realizados, o "chá" desta planta foi apontado para dores de estômago e intestinos, para lavagens das "bexigas dos pés", e as folhas frescas pisadas colocadas sobre as chagas.

sábado, 15 de novembro de 2008

Leituga



Esta planta de nome científico Sonchus ustulatus, pertence à família Asteraceae e é endémica da ilha da Madeira. Pode ser encontrada em locais rochosos e soalheiros da costa sul da ilha. Este lindo exemplar, encontrei-o por acaso, como tantas outras plantas, na freguesia da Fajã da Ovelha - concelho da Calheta.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Losna


Artemisia argentea

Pode considerar-se esta planta um sucesso de domesticação, uma vez que saltou das zonas secas do litoral rochoso da Madeira, do Porto Santo e das Desertas, para os terrenos cultivados, geralmente beiras de muro e foi-lhe dado um uso.

A losna é endémica e foi classificada, no século XVIII por um francês chamado Charles Louis L´Héritier.

A velha citação bíblica “Eis que lhes darei a comer losna, e lhes farei beber águas de fel” referindo-se a outra Artemísia provavelmente a Artemisia absinthium ou a Artemisia vulgaris indica-nos uma característica deste género: é considerada uma das plantas mais amargas ao paladar, só ultrapassada, entre as vulgares na Europa, pela Arruda.

As primas Artemisia absinthium e Artemisia vulgaris são conhecidas e utilizadas desde a antiguidade, a primeira para males de estômago (era o constituinte original do famoso Vermut) e a segunda para “desordens femininas”.

É de crer que os primeiros colonizadores, ao reconhecer parecenças com estas duas, a tenham levado para casa e experimentado os seus benefícios. A planta ajudou, ao ter-se mostrado de fácil cultivo e propagação. Pega de galho e basta-lhe o canto de um muro, muito Sol e boa drenagem.

Reconhecê-la é fácil por ser toda ela de uma cor cinzenta, quase branca, atingir cerca de um metro em altura e largura, e invariavelmente encontrar-se debruçada para fora do muro. As suas folhas esmagadas entre os dedos têm um aroma característico, qualquer coisa entre o chocolate e um produto limpa móveis.

A população madeirense usava as folhas e sumidades floridas em infusão como vermífugo, estomástico, no tratamento da apoplexia e como emenagogo, usos estes explicados pelo Visconde do Porto da Cruz nos seus escritos do princípio do século XX, e referidos também por outros autores.

É uma planta rústica e forma um arbusto bonito que poderá ornamentar qualquer jardim.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Bálsamo de canudo


Passeando pela Costa Sul da ilha da Madeira encontramos facilmente esta planta: azul acizentada, formada por tubinhos e espreguiçando-se ao Sol por um muro de pedra abaixo. É uma Asterácea oriunda da África do Sul.
Muitos usos lhe são atribuídos pelo Visconde do Porto da Cruz: para anemias, tuberculose, estancar feridas, terçois, etc. Ainda hoje a sua mais famosa utilização na Madeira é como colírio: cortar uma folha e espremer um pingo para dentro do olho inflamado.
Mas quanto a propriedades medicinais, parece sermos os únicos no mundo a atribuí-las (pelo menos no mundo virtual).
Na África do Sul é considerada uma planta venenosa. Já na Nova Zelândia naturalizou-se e, apesar de não formar sementes, espalhou-se pela ilha e tem o estatuto de invasora.
Em inglês chamam-lhe pau de giz azul (blue chalkstick). Alguns madeirenses chamam-lhe também bálsamo sagrado o que vem reforçar o apreço que lhe dedicamos.
Eis algumas receitas referidas pelo Visconde do Porto da Cruz: contra a anemia beber em jejum um cálice duma infusão desta planta em vinho madeira; Contra a tuberculose, também em jejum mas só o sumo. Há ainda uma outra receita com caracóis inteiros esmagados. Ainda segundo aquele autor, o sumo do bálsamo de canudo é um bom cicatrizante de feridas e chagas e pode dar alívio a queimaduras.
Para propagar basta enfiar um galhinho pela terra dentro. De preferência num local com muito Sol e muita drenagem e com espaço para cair muro abaixo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Artemija, Artemísia, Alfinetes de Nossa Senhora

Esta planta com nome muito particular, designa-se por Tanacetum parthenium e pertence à família Asteraceae.
É nativa do Sul da Europa, Norte de África e do Sudoeste da Ásia, subespontânea em Portugal Continental e Açores. Segundo a Flora da Madeira de R. Vieira (2002) na Madeira foi introduzida como ornamental, dispersando-se rapidamente pelas zonas baixas e médias das costas norte e sul.

É uma herbácea perene de folhas ovadas a oblongas, penatifendidas a penatipartidas, com capítulos numerosos, brácteas lanceoladas, lígulas brancas e flores do disco amarelas. Possuí um cheiro muito característico.
Na ilha da Madeira o chá da planta tem várias utilizações, diurética, estimulante e tónico. Numa pequena localidade da costa norte, foi também apontada para problemas de rins, bexiga e infecções urinárias.
Foto da planta retirada daqui