quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Arundo donax
domingo, 5 de junho de 2016
Verbena bonariensis
Silva Vieira, R.M.: 2002. Flora da Madeira - Plantas Vasculares Naturalizadas no Arquipélago da Madeira. Museu Municipal do Funchal - Historia Natural. Funchal.
sábado, 18 de abril de 2015
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Tremoceiro
Estas apetecíveis sementes, ricas em vitamina E e B pertencem à espécie Lupinus albus L., família Fabaceae, onde estão incluídas as ervilhas, o feijão, as lentilhas, entre outras. A planta de onde crescem é originária da Península Balcânica, podendo atingir os 60 cm, as folhas apresentam folíolos oblongos, obtusos a arredondados no ápice com pêlos na página inferior. A sua corola é branca, tingida de azul e a vagem atinge, aproximadamente, 50 mm de comprido.
Na Madeira, tal como noutras partes do mundo, o tremoceiro é usado na agricultura para ajudar a enriquecer o solo com azoto, preparando-o para receber novas plantas e simultaneamente ofertando a população com tremoços, antigamente só comidos na época da Páscoa. Estes, em algumas zonais rurais da ilha, tinham ainda aplicações medicinais e veterinárias, moídos serviam de cataplasmas em inflamações; e a sua decoção usada para remover piolhos de cabras e aves. Refletindo sobre a última utilização, questiono-me, este uso não teria sido uma boa alternativa para novas utilizações.quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Eucalipto
O eucalipto, Eucalyptus globulus Labill pertence à família Myrtaceae, onde ainda estão incluídas, a pitangueira (Eugenia uniflora), a goiabeira (Psidium guajava), a murta (Myrtus communis), entre outras. O género Eucalyptus sp. é nativo da Tansmânia, Austrália e possui cerca de 400 espécies. Segundo a população madeirense, o "chá" das folhas é usado para problemas respiratórios, constipações, bronquite, diabetes e para o sistema nervoso, que deverá ser usado com cuidado pois em excesso será perigoso. Ainda para as vias respiratórias, são usadas as inalações e banhos; e para as pernas "pesadas", as massagens com infusão dos frutos em álcool , sendo os últimos, apanhados e colocados nas gavetas e armários das roupas para evitar a traça.
Foto
sábado, 4 de janeiro de 2014
Abacateiro, Pereira - Abacate
É uma das mais antigas espécies, mesoamericanas, domesticadas. O fruto, abacate (nome derivado de ahuacatl, "testículo" em Nahuat), é rico principalmente em vitamina E e potássio, possuindo ainda as vitaminas B6 e C. Hoje, pelo que sei, existem três variedades que resultaram do processo de domesticação por diferentes grupos locais e adaptações a distintos climas. A Persea americana var. drymifolia (abacate do México) com frutos pequenos, epicarpo fino, preto arroxeado; a var. guatemalensis, (abacate da Guatemala) de epicarpo rugoso; e a var. americana adaptada a regiões mais baixas dos trópicos, mais húmidas, com frutos arredondados a periformes, mesocarpo carnudo e epicarpo fino. Grandes, médias, pequenas, lisas ou rugosas consoante a variedade, as pêras-abacates são um dos frutos mais apreciados na ilha da Madeira. Com açúcar, sal ou mel de abelhas, na salada de alface, com camarão, no pão ou saboreada por si só, implica apenas que saibamos o que precisamos, que muitas vezes, nem é o que gostamos...
No meu caso, gosto de pêra-abacates doces e amanteigadas, ricas em vitamina E, simples, sem confusões ou variedades à mistura, ideais para iniciar bem o dia, afagando o estômago e a alma...
domingo, 27 de outubro de 2013
Maracujás
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| Passiflora molíssima |
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| Passiflora edulis, fonte: http://odandy.blogspot.pt |
Tal como na vida, a elaboração de uma boa sobremesa, neste caso um delicioso cheesecake requererá 500 g de paciência, 150 g de amor, 135 g de respeito, 5 folhas de compreensão, e por fim 3 /4 de intuição. Acrescente-se ainda atenção, para que ninguém mexa no creme alheio, não dar ouvidos a palpites maliciosos e/ou perversamente angélicos, perguntar a quem de direito. Colocar no forno durante 45m e deixar crescer. Por fim, acrescentamos a polpa de maracujá, e confiando que as quantidades estejam acertadas, teremos um belo cheesecake, se não, ratificamos quantidades e tentamos de novo, em busca de algo que valha apena.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Gengibre
Esta planta vivaz, Zingiber officinale Roscoe, segundo se sabe, é uma introdução recente na ilha da Madeira. Pertencente à família das Zingiberáceas é originária do Oriente, nomeadamente da Índia e China.quinta-feira, 27 de junho de 2013
Bálsamo, babosa ou aloe
Conhecida no Antigo Egipto à 2000 anos a.C, esta planta suculenta também chamada de lírio do deserto é típica de ambientes xerófitos. Aloe vera (L.) Burm.f. é nativa de Africa e pertence à família das Liliaceae. sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Pessegueiro - inglês, Berbina
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Borragem
terça-feira, 20 de março de 2012
Erva Príncipe
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Feiteirinha
Esta herbácea da família das Asteraceae e de seu nome, Achillea millefolium L. é nativa da Europa e da Ásia. Hoje encontra-se naturalizada na América do Norte, Nova Zelândia e Austrália. sexta-feira, 22 de agosto de 2008
À volta com as Menthas
Hortelã de leiteA hortelã de leite tem os raminhos vermelhos - mas só se estiver a pleno Sol, porque na estufa permanece totalmente verde; era usada para aromatizar o leite após a fervura, antes de aparecer o Nesquick e o Toddy; tem um cheiro muito agradável.
Hortelã pimentaA hortelã-pimenta tem folhas verde mais claro, um cheiro muito mais apimentado, as folhas mais bicudinhas no ápice.
MentaA terceira Mentha que me foi apresentada foi a que o povo chama simplesmente Menta, de folha redonda, sem pêlo, de novo perfeitamente distinguível pelo cheiro, muito diferente do das anteriores.
Na zona Oeste da Ilha e muito usada na medicina popular, há outra hortelã sem pêlo, o Sandros ou Sândolos, com os raminhos vermelho-roxos, folhas também algo cor de vinho mais acentuada nas margens, um cheiro diferente de todas as outras até aqui, agradável mas pouco característico da hortelã.
Na Quinta Pedagógica dos Prazeres (e não só) há uma hortelã lindíssima com muito pêlo, folhas grandes e largas, de veludo, verde acizentadas, aroma suave. Com esta são cinco.
Sem nome popularA sexta é a famosa hortelã do ribeiro, também felpuda, mas mais discreta, folhinhas verde escuras, um aroma que suponho ninguém aprecia.
Há ainda o poejo.
Encontram-se plantas totalmente glabras, sem pêlo; outras perfeitamente peludas com o mesmo cheiro. Pensei tratar-se de duas sub-espécies, mas não: de sementes colhidas de uma planta muito peluda nasceram apenas plantas glabras: não sei explicar, mas entre a Fisiologia vegetal e as leis de Mendel...
Passar para os nomes científicos é que não tem sido fácil.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Tomate Barrela
Pertence à família Solanaceae, é uma planta perene, pubescente, de folhas alternas ovadas com margens inteiras ou remotamente dentadas, de flores solitárias em forma de campânula, amarelas, com 5 manchas lilacínias. O fruto é uma baga redonda amarela de 11-15 mm, encerrada pelo cálice.
Hoje ainda é cultivada em certas localidades, sendo o seu fruto consumido fresco ou em compota. Outra utilização muito curiosa, na freguesia da Ilha-Santana, era para branquear as peças de linho, utilizadas para confeccionar vestuário para a população, há muitos anos. Para isso, o linho era colocado numa bacia com cinza, em seguida deitavam as seguintes ervas: saramago (Raphanus raphanistrum), feitinhas mansas (Athyrium filix-femina) e o tomate barrela, (Physalis peruviana) fervidas em água; e deixadas as peças de linho corar.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Mãozinhas de Nossa Senhora
Eriocephalus africanus L.
Também aqui chamado Alecrim da Virgem ou Alecrim de Nossa Senhora, é originário da África do Sul, província do Cabo, onde cresce espontaneamente e onde desde sempre lhe foram reconhecidas propriedades medicinais pelos povos indígenas.
A tradução do nome dado na sua terra natal seria “arbusto da neve do Cabo” (Cape snow bush) devido aos pompons brancos em que se transformam as flores na fase da frutificação.
Não sabemos quando terá chegado à Madeira. Podemos no entanto adivinhar ter vindo pela mão de algum emigrante conhecedor do valor dado na região de origem. Na Madeira parece não formar sementes viáveis, mas multiplica-se facilmente por estaca, pelo que as plantas existentes pela ilha deverão pertencer a um ou a poucos clones.
Cresce cerca de 1m de altura e largura, com folhas cilíndricas, algo suculentas, de
A flor é um pequeno capítulo, com “pétalas” exteriores brancas e flores avermelhadas no interior. Aparecem em grande quantidade em Novembro e a floração prolonga-se por vários meses.
Consultando os trabalhos do Visconde do Porto da Cruz de meados do século passado, ficamos a saber que os madeirenses usavam esta planta para minorar a apoplexia: eram colocadas folhas de alecrim da virgem, arruda, louro, losna, rosmaninho, alecrim e murta sobre as brasas num prato de barro e, logo que começassem a fumegar, o prato era colocado debaixo da roupa de cama do doente que teria de ficar bem abafado, transpirar, e respirar esta mistura.
Ainda segundo o Visconde, raminhos desta planta serviam para perfumar a roupa guardada nas arcas.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Alecrim
O alecrim, de nome científico Rosmarinus officinalis, pertence à família Labiatae. O termo rosmarinus siginifica "orvalho marinho". É um sub-arbusto que pode atingir os 2 m de altura com folhas persistentes, lineares ou lobadas e de margens revolutas. As flores estão dispostas em cachos e possuem uma cor rosada a azulada.
O alecrim é uma planta introduzida de origem mediterrânea, utilizada na Ilha da Madeira na culinária, medicina popular, tradições religiosas e superstições.
A sua utilização, possivelmente a mais conhecida, é em curas contra o "mau-olhado" ou "invejas"; para isso, é necessário um ramo da planta e uma oração própria para o efeito, dita à pessoa com o mal. Segundo o Visconde do Porto da Cruz - autor madeirense com inúmeros trabalhos de etnografia realizados na década de 30 -, a planta era usada na medicina popular para várias doenças, tais como apoplexia, gripe, fastio, reumatismo e tosse. Mencionado também são os ramos para perfumaria, sendo estes colocados em arcas e gavetas; para tirar o mau cheiro de um quarto, os mesmos ramos foram apontados juntamente com cascas de pêros e uma pitada de açúcar, sendo posteriormente queimados sobre as brasas.
Outro uso muito interessante descrito pelo mesmo autor foi os perfumes feitos com incenso, alecrim e cascas de pêros para os pombos "acostumarem-se" aos pombais. Num trabalho recentemente realizado numa localidade da costa norte, o chá da planta foi também apontado para dores de cabeça, stress, enxaquecas, dores menstruais e má-disposição.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Bálsamo de canudo
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Artemija, Artemísia, Alfinetes de Nossa Senhora
É uma herbácea perene de folhas ovadas a oblongas, penatifendidas a penatipartidas, com capítulos numerosos, brácteas lanceoladas, lígulas brancas e flores do disco amarelas. Possuí um cheiro muito característico.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Cardeais comestíveis
É uma planta da família dos cardeais e do quiabo. Nativa da Índia, actualmente cultiva-se nas zonas tropicais de todo o mundo.
É anual e atinge
Na Europa do Norte chamam-lhe Karkade. Os capítulos são usados em compotas, geleias, molhos, vinhos, gelatinas, bebidas refrescantes, pudins, bolos, chá, tartes, manteigas e gelados.
As folhas jovens consomem-se em saladas e como condimento. As sementes substituem o café. Dos ramos extraviem-se fibras.
Preparação
Primeiro lavam-se os capítulos, e escorrem-se. Depois faz-se um corte à volta do pedúnculo do cálice, para separar as sépalas da cápsula das sementes. Esta, junto com o pedúnculo é removida e descartada. Os cálices estão prontos para serem usados.
Podem ser simplesmente cortados em tiras e juntos a saladas de fruta, cozidos como pratos de acompanhamento ou cozidos com açúcar.
Secagem
A parte útil do capítulo pode secar-se ao Sol, numa estufa de laboratório (onde a temperatura não ultrapasse os 45º C), ou num forno eléctrico mantendo a porta aberta, na temperatura mínima durante
Chá
Por não se tratar da planta do chá, este termo é incorrecto; Deve-se dizer tisana, mas chá é mais usual.
O “chá” deve ser feito fervendo-se um punhado de capítulos durante 5 a 10 minutos, e depois deixando-se descansar outros 5. Serve-se coado. Pode usar-se os capítulos frescos ou secos.
Sumo, ou bebida fria
Trata-se de um ice-tea preparado com capítulos frescos ou secos, como se fosse chá. Também pode preparar-se mais concentrado, para guardar no frigorífico ou no congelador. Conserva-se bem desde que não se acrescente açúcar. Este deve juntar-se apenas na altura de servir.
Doces e compotas
Deve fazer-se como para os outros frutos, tendo em atenção que é um fruto com muita pectina e pouco doce. O ideal é talvez misturá-lo com outro fruto com características inversas.
Recomenda-se juntar água (em pequena quantidade), deixar cozer um pouco até ficar tenro e só então juntar açúcar e cozer durante 15 minutos. Para intensificar o sabor, experimente juntar o sumo de um limão.
Para uma textura mais fina, passa-se pela varinha mágica ou/e por um coador.Flor de corte
Também é usada em arranjos florais como complemento de ramo.


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