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sábado, 24 de outubro de 2015

Micromeria thymoides (Sol. ex Lowe) Webb & Berthel. subsp. cacuminicolae (P. Pérez) Rivas Mart., ou Micromeria thymoides (Sol. ex Lowe) Webb & Berthelsubsp. thymoides

   Caminhando na costa norte da ilha do Porto Santo, encontrámos um pequeno arbusto, de uns 40 cm de altura e um pouco mais de diâmetro; as folhas pareciam carnudas e por vezes dispostas em cruz, nascendo o par seguinte fazendo 90 graus com o par anterior. As florzinhas rosadas não deixaram dúvidas... só podia ser uma Labiada.
   Consultando a listagem, logo nos apareceu os candidatos mais prováveis: uma das subespécies da Micromeria thymoides. E segundo a listagem, a que existe no Porto santo é a cacuminicolae.
Só que este termo, de tão estranho, merecia tentar saber-se o que significava e quem a baptizou assim.
No Dicionário Font Quer ficamos a saber que cacuminicolae quer dizer habitante dos cumes.
O passo seguinte foi procurar na Press, o que aumentou a confusão.
A Flora da Madeira (Press) considera duas variedades (thymoides e cacuminicolae) de uma subespecie thymoides da espécie Satureja varia. A variedade thymoides seria a mais comum, com maior porte e vivendo feliz em três das ilhas do arquipélago Madeira, Porto Santo e Desertas. O termo cacuminicolae seria reservado para a variedade restrita às montanhas centrais e com crescimento junto ao chão, muito menos comum.

Em que ficamos: encontrei no Porto Santo a cacuminicolae ou a thymoides?

Por outro lado lembrava-me de uma outra labiada que já tínhamos encontrado na Ponta de São Lourenço, na levada do risco, e nas rochas do Garajau... com um porte diferente, apenas uns fiozinhos encostados à rocha. Para tira teimas, Roberto Jardim, 2000, considera também a variedade thymoides como sendo a mais comum e presente na Madeira, no Porto Santo e nas Desertas. Sendo assim, considero ter havido um erro de impressão na listagem e sigo em frente.


Quanto à questão do género, consultando a flora Ibérica, dois caracteres, o tamanho relativo do tubo do cálice e a forma das folhas, convencem-nos da boa classificação em Micromeria:

O tubo do cálice é bem mais comprido que os dentes, carácter que, entre outros, distingue as Micromerias dos Thymus
Das Saturejas distingue-se, também, por ter as folhas planas ou revolutas, mas não conduplicadas.

As folhas parecem roliças, mas com mais atenção podemos ver que são revolutas, isto é com as margens enroladas para baixo. Outro dado interessante, esta planta encontrava-se junto a outras espécies que assumiam uma forma semelhante: PlantagoFrankenia...

terça-feira, 2 de junho de 2015

Cabeleira de Coquinho


Lotus loweanus Webb & Berthel.





Uma endémica exclusiva do Porto Santo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Wahlenbergia lobelioides
















Wahlenbergia lobelioides subsp. lobelioides

Um endemismo da Macaronésia, presente na Madeira, Desertas, Selvagens e no Porto Santo, onde é possível encontrar em vários picos.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Limonio do Porto Santo


















Limonium lowei

um novo nome para o endemismo portosantense Statice pyramidata Lowe (Plumbaginaceae).

Não está no TOP 100 das espécies mais ameaçadas da Macaronésia, mas tendo em conta a sua restrita área de ocupação, e a abertura recente de uma estrada…

terça-feira, 20 de março de 2012

Mais um Massaroco






















Echium portosanctensis
Nova espécie classificada em 2010 para o Porto Santo, este massaroco distingue-se dos dois existentes na Madeira, desde logo pelas inflorescências rosa. Mais perto podemos ver que o que dá o tom geral à inflorescência são os estames com os filetes rosa e as anteras azuis.
Pode ler mais no link abaixo
http://www.rjb.csic.es/jardinbotanico/ficheros/documentos/pdf/anales/2010/Anales_67_2_87-96.pdf

terça-feira, 13 de março de 2012

Ajuga iva pseudoiva

















Ainda sem floração no Porto Santo, esta planta encontra-se frequentemente quer a nordeste, onde foram feitas as duas primeiras fotografias, junto à subida para o Pico Branco, quer a oeste na subida para o Espigão.

Tem um distintivo aspecto peludo e não cheira, contrariando uma característica típica da família a que pertence

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Astragalus solandri



















Astragalus solandri Lowe
Uma ervinha rara na Madeira onde só existirá nos ilhéus da Ponta de São Lourenço. Relativamente comum no Porto Santo, aqui fotografada na areia da praia.  Desconheço se terá nome comum no Porto Santo.