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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Documentário: Semente - A História por Contar

 No documentário, "Seeds - History Untold", é desvendado que as sementes tiveram um papel fundamental na história da alimentação e que a sua protecção  é fulcral para o futuro da sobrevivência humana. Vitais desde o início da Humanidade, este documentário menciona o papel daqueles que protegeram este legado alimentar e cultivaram-no em terrenos férteis desde o início da história da agricultura. No século passado, entre 70 a 90% das variedades de sementes desapareceram, não esquecendo a grande maioria, ainda não descoberta pelo Homem devido à perda de habitats. Hoje, à medida que as empresas de biotecnologia controlam a maioria das sementes, agricultores e cientistas, travam uma luta para defender parte do futuro da alimentação humana. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Solstício de Inverno

    O solstício de Inverno é comemorado num festival no dia 21 de Dezembro. No país de Gales, este festival é conhecido como Alban Arthen, luz do Inverno, uma versão poética que relaciona o Solstício à lenda do rei Arcturus, o guardião da estrela polar, umas das estrelas mais brilhantes do hemisfério norte. Neste período, os dias tornam-se mais curtos, as noites frias e longas, a escuridão prevalece. Na noite mais longa do ano, noite do Solstício de Inverno, os antigos pagãos recusavam-se a acreditar na morte do sol. 
    Em vez disso, juntavam-se para celebrar a luz e a natureza adormecida, contudo, as tradições dos antigos povos pagãos persistem ainda hoje, em pequenos rituais, tais como no acender das luzes de Natal, na aplicação de decorações natalícias nas habitações, no som do crepitar da lenha nas lareiras, e nos cheiros típicos a ramos de pinheiro ou a musgo, não esquecendo a confecção de gastronomia típica, bolos de frutas cristalizadas, bebidas quentes de vinho adocicado com especiarias ou cacau, etc... que relembram costumes de civilizações antigas

sábado, 23 de agosto de 2014

Etnobotânica (II)

Vaccinium padifolium Sm.
 (Uveira da Serra)
   Desde muito cedo através das muitas histórias contadas pelo meu avô, sábio conhecedor das utilizações tradicionais das plantas medicinais, desenvolvi um fascínio e curiosidade sobre as aplicações e mistérios envolventes às plantas. Através das suas memórias e do meu pai, conheci as minhas raízes, o meu tetravó, "Curandeiro do Norte", que utilizando o conhecimento empírico adquirido de gerações anteriores, ajudava e curava as maleitas de familiares e vizinhos. 
  Mais tarde, por escolhas e quiçá o destino, segui um percurso académico que me facultou as competências necessárias, e que fez germinar a semente à muitos anos latente, para conhecer e estudar as plantas. Neste sentido, e após uma escolha, a ilha da Madeira tornou-se um local de estudo prodigioso, pela sua história, ponto de convergência de culturas e produtos, pelo clima ameno, orografia agreste, diversidade de plantas, por memórias de gente humilde, orgulhosa, trabalhadora, mas principalmente por ser, entranhadamente, a minha terra.
  Rica em diversidade de plantas, nesta localidade, encontramos espécies autóctones, endémicas e introduzidas, todas elas sem excepção, fazendo parte do mesmo todo, com características  distintas, mas igualmente válidas pois contribuem para ricos e heterogéneos campos, ecológico, alimentar, ornamental, entre outros. Deste total, estima-se que 1/3 das espécies existentes sejam usadas como medicinais e aromáticas, associadas a tradições ou ainda aplicadas na veterinária. Todavia, anseia-se por mais estudos realizados por equipas multidisciplinares de variadas vertentes e perspectivas, que com franqueza e dedicação, certamente complementarão para uma nova visão mais abrangente e fiel, sobre este campo da ciência, a etnobotânica...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

E passou-se quase um ano...

Por alguns motivos, este ano o nosso blog, andou meio parado...
Estamos de volta...
com singelos apontamentos, fotos, poesias, etc...

Até breve

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Visconde do Porto da Cruz


Freguesia do Porto da Cruz (fotografia retirada daqui)

Neste post gostava de lembrar ou dar a conhecer um homem que muito contribuiu para a etnografia e folclore madeirenses. É autor dos registos mais antigos que eu conheço (1935), de usos tradicionais de plantas medicinais madeirenses. Gostava eu, um dia, de poder conhecer mais :)
Visconde do Porto da Cruz, de seu nome Alfredo António de Castro Teles de Meneses de Freitas Branco, nasceu em 1890 e faleceu 7 décadas mais tarde. Jornalista, contribuiu de forma inquestionável para o estudo etnográfico, literário, folclórico... Entre as suas obras, que são inúmeras, destaco os trabalhos de recolha de utilizações populares de plantas medicinais na ilha da Madeira. Mostra, de certa forma, a importância que este tipo de conhecimento tradicional teve na população nessa época, bem como o uso e algumas espécies utilizadas.
"É na grande variedade de plantas que o Povo vai buscar os preciosos elementos da sua farmacopeia. Essas montanhas gigantescas (...), esses cabeços e esses prados sempre vestidos de verde, esses jardins e as quintas com exuberante e bizarra vegetação, fornecem a matéria- prima exigida pela medicina popular da região."
in A Flora Madeirense - Na Medicina Popular e na Indústria, 1950