quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Dia de São Martinho

     O Dia de São Martinho (11 de novembro) é comemorado um pouco por toda a Europa, mas as tradições variam. Em Portugal, comemora-se na véspera ou no próprio dia, fazendo-se magustos e elaborando as refeições típicas da época, na ilha da Madeira degustam-se as semilhas (Solanum tuberosum) com  batata doce (Ipomeas batatas), couve (Brassica oleracea) ou outros legumes cozidos, o bacalhau assado ou atum de escabeche, e nas adegas prova-se o vinho, segundo o ditado popular: "em dia de São Martinho vamos à adega e prova-se o vinho". É uma antiga tradição, que tal como no Dia de Todos os Santos, acendiam-se fogueiras e assavam-se castanhas (Castanea sativa), sendo também motivo para mais um convívio familiar e social. 
Segundo a lenda, num dia de Inverno e de chuva (III-IV d.C.), um soldado que seguia o seu caminho, encontrou um pobre a tremer de frio, sem nada que lhe pudesse dar, empenhou a sua espada e cortou a capa que usava a meio, cobrindo-o com uma das partes. Mais à frente, encontrou mais um mendigo, com quem partilhou a outra parte. Sem nada que o protege-se do frio, São Martinho, continuou a sua viagem, todavia, rege a lenda que as nuvens abriram-se e o sol surgiu, prologando-se o bom tempo por vários dias. Surge assim, segundo os populares, a expressão: o verão de São Martinho.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

O Equinócio de Outono


      Durante o ano ocorrem os equinócios, na Primavera e no Outono, a vegetação e a luz solar diminuem, os dias e as noites são iguais. No hemisfério norte, o equinócio de outono celebra-se entre os dias 21 a 22 de setembro. 
      Esta altura do ano, já era comemorada desde a época dos antigos Druidas, em que consideravam os equinócios de outuno, momentos de equilíbrio, paz e do tempo de se fazer uma avaliação de tudo aquilo que foi plantado e colhido. Nas florestas, as folhas começam a cair e o Sol a desaparecer rapidamente, a natureza "declina" e prepara para a chegada do inverno. Segundo, o druidismo, no equinócio de outono deveremos lembrarmos também daqueles que estão doentes e as pessoas mais velhas, que precisam da nossa ajuda, sendo que devemos proferir palavras de amor e carinho, antes da travessia para o Outro Mundo. 
Nas casas, enfeitam os altares e/ou as mesas com os grãos e sementes, que sobraram das primeiras colheitas, folhas secas, ramos, castanhas, maçãs e outros frutos do outono. Não esquecendo,  de agradecer à Mãe Terra pelas bênçãos recebidas. 
- Simbologia: resultado das colheitas, preparar-se para o inverno e despedir-se do verão.
- Tons: acastanhos, bejes, avermelhados, etc.
- Alimentos: pães de cereais, sementes e frutos secos, tubérculos, vinho branco ou sumos naturais, cerveja, etc.

domingo, 22 de julho de 2018

Massaroco(s)

     A família Boraginaceae, herbáceas e arbustos, engloba vários géneros, entre os quais o Echium sp. a que pertencem os massarocos. Na ilha da Madeira, podemos encontrar três exemplares deste género botânico, o Echium plantagineum (vermelhão), o Echium candicans (massaroco) de zonas montanhosas, e o Echium nervosum (massaroco) de regiões litorais. O primeiro exemplar, E. plantagineum, é uma herbácea existente também no Porto Santo, com uma corola relativamente maior aos restantes dois géneros de porte arbustivo, que podem se distinguir, de forma mais rápida pelo tamanho da inflorescência e fruto, bem como pela área biogeográfica, onde se encontram. Habitualmente, estas últimas duas espécies têm inflorescências de tons violeta ou azuis, todavia, podemos encontrar variações a estas tonalidades.
Echium nervosum
Echium nervosum
Echium candicans

Echium candicans

"Que Saberes para o Século XXI"

O projeto: “Aprender Madeira” - Dicionário Enciclopédico da Madeira tem como intuito compilar todo o conjunto de conhecimentos existentes sobre o arquipélago da Madeira, de distintas áreas (e.g. História, Biologia, Antropologia, Economia, Literatura, etc.), desde a sua formação geológica da ilha até à atualidade.

Após as Ilhas de Zarco de Eduardo C.N. Pereira (1940), e do Elucidário Madeirense ( Pe. Fernando Augusto da Silva e Dr. Carlos de Azevedo Menezes, 1921), e que não era atualizado desde a década de 1940, surge este projeto, inserido também no programa das Comemorações dos Descobrimentos do Arquipélago da Madeira (século XV) por João Gonçalves Zarco. Assim sendo, o todo o "Dicionário Enciclopédico da Madeira" terá um total de 10 volumes, que serão publicados, faseadamente, "Que Saberes para o Século XXI" foi a primeira publicação que englobou várias temáticas, entre as quais botânica.