Pelas escarpas e ravinas da Madeira, Porto Santo ou Deserta Grande podemos encontrar o Aeonium glutinosum (Ait.) Webb et Berth, exemplar da família Crassulaceae. Uma planta subarbustiva até 1 m de altura, muito viscosa, com folhas obovado-espatuladas, suculentas, glabrescentes mas com margens ciliadas. As inflorescências são paniculadas, ramosas, com flores amarelo-douradas.
Outrora, as folhas esmagadas deste endemismo eram aplicadas pelos camponeses em contusões, lesões e quedas. Na arte da pesca, esmagavam a casca da planta, esfregando-a nas linhas de cânhamo ou sissal para as tornar mais resistentes e duras. Para tingir as linhas de pesca e torná-las menos visíveis aos peixes era aplicada a infusão de folhas com urina.
Sabias Que: Esta planta é parente do Aeonium glandulosum (Ait.) Webb et Berth, também endémico da Madeira, Porto Santo e Desertas. A aplicação externa das folhas esmagadas desta espécie eram também usadas pelos camponeses para lesões ou calos.
Fontes: - Jardim, R., Francisco, D.2000. Flora Endémica da Madeira. Múchia Publicações. Funchal, 339 pp. - Ramos, L. 2019. Plantas Aromáticas e Medicinais em Contexto Urbano - Saberes Madeirenses no Concelho do Funchal (Ilha da Madeira). Lisbon Internacional Press. Lisboa, 139 pp.
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| Aeonium glutinosum |
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| Aeonium glandulosum |