quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Dióspireiro, dióspiro, alperceiro-do-Japão

  O dióspiro é proveniente da família Ebenaceae, sendo que o género Diospyros tem várias espécies, mas a mais conhecida e disseminada é o Diospyros kaki uma pequena árvore de surgiu de forma espontânea no Oriente, mas é no Japão que tem maior reconhecimento, visto que durante séculos foi o alimento de subsistência da população asiática. Os primeiros europeus a terem contato com o fruto foram os sacerdotes jesuítas que chegaram ao Oriente no século XVII, mas só no século XIX iniciou-se o cultivo no mediterrâneo. Descrito por Carl Lineu, o "fruto divino", tal como menciona Teofrasto é também conhecido por alperceiro do Japão, uma espécie que varia entre os 8 a 10 metros de altura com folhas alternas, curtamente pecíoladas; flores unissexuais, produzindo-se em diferentes plantas, sendo que as femininas geralmente solitárias, são de cor amarelo campanuladas, e o fruto amarelo-alaranjado ou avermelhado com cerca de 4,5 a 7,5 cm de diâmetro, com polpa muito doce e gelatinosa. 

Sabias Que?
     O Dióspiro é um dos símbolos festivos do Japão! E que existem diversas teorias das melhoras formas de os colher, pela adstringência da polpa, à cor final de amadurecimento ou para os mais impacientes abanando a árvore rezando entre dentes, para que caia rapidamente ao chão...


terça-feira, 13 de agosto de 2019

Canela

    Muito antes da época dos Descobrimentos, descobriu-se a par de outras espécies de alto valor comercial, a canela. Da família Lauraceae, a canela desde a Antiguidade é referenciada como aromática, em templos e casas, e bebidas, e ainda usada como medicinal para preparação de unguentos.  Kinnamom palavra grega que significa "madeira doce", que está na raiz do nome científico da canela, Cinnamom verum. Nos séculos XIII e XIV, o monopólio estava nas mãos dos italianos que comercializavam através do Mediterrâneo, duas espécies de canela C. verum (canela) e Cinnamom aromaticum (cássia ou canela), uma árvore da Indonésia parecida com a original.

Sabias que?

A grande dúvida da civilização grega, em relação à canela, devia-se à sua origem. O secretismo em volta da sua origem fazia da canela, um produto caríssimo e só ao alcance das classes mais elevadas. Nas reflexões de Teofrasto relativas à sua origem existem teorias absurdas, desde aves que traziam pauzinhos no bico do cimo de montanhas ou de vales de cobras onde eram recolhidas para posterior uso...

Maracujazeiros

        Existem várias espécies do género Passiflora, a maioria das quais da América Central e do Sul. Da família Passifloreaceae existem cerca de 4 centenas espécies de variadíssimas formas, ovais, redondas com textura rugosa a lisa, e de diferentes cores, roxas, amarelas, alaranjadas, etc... Descobertas pelos exploradores espanhóis tiveram na época dos Descobrimentos uma grande dispersão para o velho continente, as primeiras espécies encontradas foram as Passiflora incarnata e P. ligularis originárias dos Andes, e que devido ao seu tamanho, as chamaram de granadas (romãs). A palavra maracujá deriva da expressão mborukuýa do dialeto tupi-guarini, que significa "fruto que se come numa cuia ou concha". Em terras de Vera Cruz, os portugueses descobriram a variedade roxa Passiflora edulis. No arquipélago da Madeira podemos encontrar as espécies P. edulis, P. molissima e P. incarnata, todas introduzidas por motivos alimentares e que por rápido crescimento, em particular, P. molissima tornou-se infestante.

Sabias Que ?

Quando os jesuítas observaram a flor do maracujá chamaram-lhe a flor da paixão do latim flos passionis. Analogia religiosa entre a aparência da flor  e o ciclo cristão "Paixão de Cristão". Os filamentos ao centro do bordo, azul ou lilás, simbolizam a coroa de espinhos; os três estiletes, os cravos da crucificação, o quinteto de estames, as cinco chagas de Cristo, enquanto as pétalas personificam os dez dos doze apóstolos, uma vez que Pedro negou o Mestre e Judas, traiu-o...

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Divulgação da Candidatura: Porto Santo - Reserva da Biosfera da UNESCO

    Foi hoje realizada uma palestra, proferida pela Prof. Dr.ª Susana Fontinha que lidera a equipa de trabalho em representação da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, a divulgação da candidatura da ilha do Porto Santo à Rede Mundial de Reservas da Biosfera da Unesco, que tem como intuito contribuir para a proteção, valorização e dinamização do património natural existente num determinado território de modo a aumentar  e divulgar o conhecimento científico, e ainda promover o turismo e o desenvolvimento sustentável do Porto Santo.
     Atualmente no nosso país existe a Rede Nacional de Reservas da Biosfera com representantes de todas as reservas nacionais e um representante da CNU (Comissão Nacional da Unesco), contando ainda com o auxílio técnico de universidades portuguesas convidadas e outras entidades. Esta rede comporta várias áreas, a nível continental e arquipélagos da Madeira e Açores. 

Território Continental:  Boquilobo,  Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês –Xurés (Portugal/ Espanha), Berlengas - Peniche,  a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica (Portugal/ Espanha), a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo/Tejo Internacional (Portugal/ Espanha) e Castro Verde. 

Arquipélago dos AçoresCorvo - Açores, Graciosa - Açores, Flores - Açores, Fajãs de S. Jorge - Açores. 

Arquipélago da MadeiraSantana - Madeira e Porto Santo (candidatura).

"Atlantic Wonders - Summer School"

        Numa interligação entre a ecologia e o design surge de 23-30 julho de 2019, a segunda edição de  "Atlantic Wonders - Summer School". A ilha da Madeira rica em biodiversidade e em distintos ecossistemas será o laboratório perfeito para que vertente do design possamos obter conhecimentos e algumas das técnicas utilizadas na área das Ciências Naturais. 
       Madeira will host the second edition of the Atlantic Wonder Summer School from 23–30 July 2019. The rich biodiversity and presence of various natural ecosystems make of the island the perfect living lab to experiment with and shape a Nature Centred Design approach. This year we will focus on tools and methods that belong to the natural sciences. We will explore and apply these in order to learn about the complex interconnections within natural mechanisms and systems.