Terminando as férias de Verão iniciam-se os preparativos de retomo às aulas. Com azáfama dos dias para acalmar os espíritos mais irrequietos e domar as insónias dos pais preocupados com novas rotinas e tarefas, a população madeirense recorre a antídotos ancestrais, "chá" de erva doce, de camomila, tília ou erva cidreira. Entre estas plantas, e cada vez mais esquecido, surge o pessegueiro inglês, introduzido da América Central e do Sul. Pertencente à família Verbenaceae, Aloisia citriodora Pálau, é um arbusto com flores e folhas de aroma citrino e era mencionado nos registos de Alfredo Freitas Branco, Visconde do Porto da Cruz, no início do século passado, como tranquilizante. Em estudos etnobotânicos mais recentes, a infusão das folhas foi referida pela população rural para insónias, podendo ser adicionada erva cidreira (Melissa officinalis), assim como apontada para o "corpo em geral" a mistura da planta com caninha (Cymbopogon citratus). Era utilizada ainda, como diurética.
Sabias Que? Esta planta é conhecida em outras latitudes como Lúcia-lima ou Erva da Princesa.
Fonte: Ramos, L. 2019. Plantas Aromáticas e Medicinais em Contexto Urbano - Saberes Madeirenses no Concelho do Funchal (Ilha da Madeira). Lisbon International Press, 139 pp.

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