terça-feira, 30 de março de 2021
domingo, 28 de março de 2021
Domingo de Ramos
domingo, 21 de março de 2021
Equinócio de Primavera
Antigamente, o homem viva em simbiose com luz e a natureza, que interferia com seus ritmos biológicos, sem aperceber-se. Hoje é diferente, os horários são impostos pelo trabalho, tecnologias e eletricidade, que ativam os nossos sentidos. Visto que somos seres diurnos, estamos normalmente acordados quando à luz e adormecidos quando está escuro, regulados por níveis de melatonina que sobem e descem durante o dia e a noite, orientando os ciclos de sono.
Sabias Que?
A forma exata de ação de melatonina ainda não é compreendida, mas sabe-se que é produzida pela pequena glândula pineal situada no centro do cérebro em resposta à queda dos níveis da luz apercebidos pela retina do olho. Atua sobre os receptores do relógio biológico interno, o núcleo suprequiasmático (NSC) que está a atrás dos olhos, causa lassidão, diminuição da temperatura e outros efeitos fisiológicos.
Dia da Floresta & Poesia
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses.
terça-feira, 9 de março de 2021
Moscadeira
A árvore da noz-moscada ou moscadeira, nome científico Myristica fragans Houtt, pertence à família Myristicaceae. Esta árvore é originária das ilhas do Índico, sendo descoberta pelos portugueses no fim do século XV, comerciando-a durante anos até passar para os holandeses. Mais tarde, é difundida para África, Brasil e Sudoeste Asiático.
De pequeno porte esta planta tem folhas oblongas, flores amareladas e frutos em forma de drupa. Na altura da maturação, o fruto abre-se deixando livre a semente, ovoíde, acastanhada, a noz-moscada ou noz da Índia. Alguns autores, mencionam que o mesocarpo amarelado sucoso pode ser utilizado para fazer geleias e outros doces; Clusio por sua vez, refere que a polpa com açúcar era usada para doenças de cérebro, útero e nervos.
Atualmente, sabe-se que o sabor particular e suas propriedades devem-se a um conjunto de compostos trepénicos, o pineno, canfeno, os mais abundantes, e ainda o safrol e miristicina. A planta é muito utilizada na aromatização de diversos alimentos (carnes, molhos, pastelaria, etc.), assim como atribuem-na propriedades estimulantes, carminativas, desinfetantes e afrodisíacas.
Sabias que?
Hoje a maior produção da moscadeira localiza-se nas Caraíbas. O óleo da noz moscada é rico em miristicina, narcótica, usada na farmácia em pequena escala.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
sábado, 6 de fevereiro de 2021
Especiarias - Canela
O comércio e o uso das especiarias pelo Homem não pode ser datado com
certeza. Os egípcios no III d.C. usavam já as mesmas nas suas técnicas de
embalsamento, a maioria do Mediterrâneo e Médio Oriente. Na época dos impérios
romanos e gregos já estavam bem estabelecidas a rotas das especiarias através
da Ásia, a mais conhecida era a Rota da Seda que ia da China ao Golfo Pérsico.
Controlada pelos Árabes trocava canela, gengibre, seda e outras especiarias por
várias populações. Os romanos importavam-nas e eram havidos consumidores,
traziam-nas por Alexandria e Constantinopla, todavia após a queda desta civilização
o comércio das mesmas voltou para os Árabes.
No século XV, os portugueses controlavam já a uma parte da produção e
comércio das especiarias através da Ásia.
A canela, Cinnamomum zeylanicum Garc. Ex. Blume, pertence à família Lauracea, nativa da Ásia introduzida na ilha da Madeira, aqui tem diversas utilidades medicinais (dores menstruais, gripe/constipações, infusões após parto) e aromáticas. Para dores menstruais foi mencionado o chá da mesma com segurelha (Thymus vulgaris) ou um cálice uma infusão em aguardente (borra de vinho) de uma das seguintes misturas: madrelouro (Laurobasidium laurii) e pau de canela, ou de cascas de limão (Citrus limon), pau de canela e mel de abelhas.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Jervão, Urgebão
São inúmeras as utilizações da planta, para os druidas é uma planta sagrada pois propicia a Inspiração Divina, o Awen. Referida para reduzir o fluxo menstrual, possui efeitos calmantes e é ainda utilizada para proteção da casa pois potencia a prosperidade, por isso era usada em "rituais iniciáticos druidas".
Na atualidade e na ilha da Madeira é designada por jervão ou urgebão, facilmente confundida com Verbena bonariensis L., mencionada como planta de propriedades medicinais pela população. Ambas plantas, são encontradas nas margens dos caminhos ou terrenos baldios.
A Verbena officinalis é utilizada, segundo a medicina popular, para a falta de apetite, fígado e rins sendo ingerida a infusão das folhas. É usada ainda para o mau-olhado.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
Papaeira
Na ilha da Madeira é usada para fins alimentares e medicinais, sendo que o chá das folhas facilita a digestão, tal como a ingestão do fruto.
Sabias que?
Para a carne de caça ficar mais tenra deverá ser envolta em folhas frescas, presas por um cordel pois a mesma possui um látex, que ajuda a "atenrar" a mesma.
sábado, 7 de novembro de 2020
Aipo
O aipo faz parte da família Apiaceae, a espécie Apium graveolens é originária da região Mediterrânica. O nome significa: Apium - "cresce dentro água" e Gravis+olens - "tem forte odor"; conhecido por celeri na Lombardia ou sédeno na Toscana. Em inglês, distingue-se o caule como celery e bolbocomo celeric.
Os historiadores apontam a Odisseia de Homero, como a primeira referência ao aipo, refere "selinon" sob a influencia da Lua. O mesmo autor, refere a planta como afrodisíaca. Outros autores gregos, referem o seu uso em funerais, a preencher as coroas de flores, e nos jogos pré-helénicos era usado para aromatizar o vinho dos atletas. Plínio, autor clássico romano (I séc. d.C.) menciona que os atletas vencedores dos jogos Nemeus (séc. VI a.C.) recebiam uma coroa de folhas de aipo selvagem. A cidade mais ao ocidente da Antiga Grécia fundada em meados do século VII a.C., teve o seu nome Selinunte proveniente da palavra selinon (aipo selvagem).
Sabias Que?
Gregos e romanos, consideravam a planta: "um estimulante erótico e de virilidade". Durante a Idade Média, o seu uso era mais ornamental, do que gastronómico. Além do forte aroma, o sabor dos talos era amargo; sendo que apenas no século XVI foi aperfeiçoada a espécie e eliminaram o sabor amargo. Atualmente, existem duas espécies de aipo, o convencional (var. dulce) e o aipo-nabo (var. rapaceum).











